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Equipe técnica da entidade destacou papel governança regional e elaboração de planos setoriais com destaque para a drenagem e gestão de riscos
O Consórcio Intermunicipal Grande ABC participou nesta terça-feira (10/3) da programação do Fórum Internacional de Sustentabilidade e Adaptação (Fisa 2026), evento que reúne especialistas, gestores públicos e instituições para discutir soluções voltadas à resiliência urbana, planejamento territorial e enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.
A entidade regional integrou a agenda técnica do encontro com a palestra “A Experiência do Consórcio Intermunicipal Grande ABC na Gestão de Riscos”, apresentada pelas especialistas em Projetos e Políticas Públicas Lívia Rosseto e Sandra Malvese, que atuam na coordenação de programas e projetos da entidade regional.
A apresentação detalhou instrumentos técnicos e iniciativas de planejamento regional que vêm sendo desenvolvidos para fortalecer a gestão de riscos hidrológicos e ambientais nos sete municípios do Grande ABC.
No início do painel, o púbico conheceu o histórico de atuação do Consórcio e o papel da governança regional no desenvolvimento de políticas públicas integradas. Criada em 1990, a entidade atua como espaço permanente de articulação entre os municípios para elaboração de estudos, planos e projetos de alcance regional. Entre as ações realizadas, o planejamento urbano integrado tem sido um dos pilares da atuação da entidade.
“O Consórcio surgiu da necessidade de pensar o desenvolvimento do Grande ABC em escala regional. Ao longo dos anos, consolidamos um modelo de governança baseado no consenso entre os municípios e no planejamento técnico, que permite estruturar projetos, captar recursos e desenvolver políticas públicas integradas”, afirmou Lívia Rosseto.
Na sequência, Sandra Malvese apresentou as experiências regionais voltadas à gestão de riscos, com destaque para projetos de monitoramento hidrológico, planejamento de drenagem urbana e cooperação entre as Defesas Civis municipais.
Um dos principais exemplos é o Sistema de Monitoramento Hidrológico das Microbacias Críticas do Grande ABC (Sigra-ABC), voltado ao aprimoramento dos mecanismos de alerta para inundações e alagamentos na região. O sistema foi desenvolvido em parceria com o Laboratório de Sistemas de Suporte à Decisão (LabSID) e a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), totalizando mais de R$ 1 milhão em investimentos.
Também foi destacado o Plano Regional de Auxílio Mútuo (PRAM), elaborado em 2014, que estabelece protocolos de cooperação entre as Defesas Civis dos sete municípios da região, permitindo ações integradas de resposta e apoio em situações de emergência.
“A gestão de riscos exige integração entre planejamento urbano, monitoramento ambiental e articulação institucional. No Grande ABC, temos avançado na construção de instrumentos regionais que permitem antecipar cenários de risco e apoiar os municípios na adoção de medidas preventivas”, explicou Sandra.
Projetos em andamento
A apresentação também abordou a importância do planejamento regional de drenagem urbana, buscando integrar medidas de soluções baseadas na natureza e medidas de retenção urbanística.
Nesse contexto, a principal ação em andamento é a revisão do Plano Regional de Macro e Microdrenagem do Grande ABC, que estabelece diretrizes e prioriza intervenções estruturais para redução de enchentes e inundações com base em estudos hidrológicos.
Entre as iniciativas em desenvolvimento está ainda a elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos nos municípios de Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, previstos para o período de 2026 a 2027. Os planos devem apoiar a identificação de áreas vulneráveis, orientar medidas de mitigação e subsidiar políticas públicas de prevenção de desastres.
Com a apresentação das experiências no Fisa 2026, o Consórcio ABC reforçou a importância da governança regional, do planejamento integrado e do uso de ferramentas técnicas de monitoramento e análise territorial para ampliar a capacidade de prevenção e resposta das cidades diante dos desafios climáticos.