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Cultura - Terça-feira, 28 de Abril de 2026

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Consórcio ABC promove encontro sobre memórias da construção da Represa Billings

Pesquisador Diaulas Ullysses apresentou detalhes históricos e curiosidades sobre reservatório que transformou o território do Grande ABC


Consórcio ABC promove encontro sobre memórias da construção da Represa Billings

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC realizou, nesta terça-feira (28/4), mais uma edição do Encontro de Memórias da Represa Billings, iniciativa voltada à valorização da história, da cultura e da formação territorial da região. A atividade contou com a participação do cineasta, escritor e pesquisador de audiovisual Diaulas Ullysses, que apresentou os resultados da pesquisa que deu origem ao livro sobre os cerca de 6 mil trabalhadores responsáveis pela construção da represa Billings.


Durante o encontro, o pesquisador destacou aspectos históricos pouco conhecidos pela população sobre a implementação do reservatório, concebido inicialmente para ampliar a capacidade de geração de energia da Usina Henry Borden. A obra teve origem no represamento das águas do Rio das Pedras e do Rio Grande, também conhecido como Jurubatuba.


Diaulas Ullysses explicou que sua pesquisa foi motivada pela leitura do livro “Billings: a água que falta”, publicado em 1997 pelo ambientalista José Contreras Filho. O pesquisador também realizou levantamentos históricos na sede da empresa Light, em Jundiaí, responsável pela execução da obra de engenharia.


A apresentação trouxe informações sobre a trajetória do engenheiro norte-americano Asa White Kenney Billings, que chegou ao Brasil em 1922 contratado pela Light, além da atuação do engenheiro brasileiro Edgard Egídio de Sousa Aranha, professor e fundador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e engenheiro-chefe da construção da represa.


O pesquisador contextualizou ainda as dificuldades enfrentadas na década de 1920, período em que o acesso à região era precário e os engenheiros precisavam se deslocar da capital paulista até as áreas da obra. Também abordou a presença das comunidades indígenas que habitavam o Grande ABC, o decreto do presidente Artur Bernardes que definiu a função da represa para geração de energia elétrica e abastecimento de água, além do processo de aquisição das terras e remoção de moradores das áreas alagadas.


Outro destaque da apresentação foi a descrição das 11 vilas construídas para abrigar os operários, incluindo as características das moradias, a participação de imigrantes e trabalhadores nordestinos na construção e os registros históricos sobre acidentes e mortes ocorridas durante as obras.
Diaulas Ullysses também relembrou os impactos da Revolta Paulista de 1924 no andamento da construção, evidenciando como acontecimentos políticos e sociais da época interferiram diretamente no desenvolvimento do empreendimento que se tornaria um dos principais marcos da infraestrutura hídrica e energética paulista.
 

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Consórcio Intermunicipal de Grande ABC - SP.
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